O Bêbado e a Equilibrista
Caía a tarde feito um viaduto
E um bêbado trajando luto me lembrou Carlitos
A lua, tal qual a dona do bordel
Pedia a cada estrela fria um brilho de aluguel
E nuvens, lá no mata-borrão do céu
Chupavam manchas torturadas, que sufoco
Louco, o bêbado com chapéu-coco
Fazia irreverências mil pra noite do Brasil, meu Brasil
Que sonha com a volta do irmão do Henfil
Com tanta gente que partiu num rabo-de-foguete
Chora a nossa pátria, mãe gentil
Choram Marias e Clarisses no solo do Brasil
Mas sei, que uma dor assim pungente
Não há de ser inutilmente, a esperança
Dança na corda bamba de sombrinha
E em cada passo dessa linha pode se machucar
Azar, a esperança equilibrista
Sabe que o show de todo artista tem que continuar
| A pesquisa não obteve resultados, abaixo algumas sugestões |
| (Escolha aleatória) |
| Título - Compositor ou intérprete |
| Meu mel (Music) (Markinhos Moura, F. R. David)
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| Capricho dos deuses (Netinho)
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| Arerê (Ivete Sangalo)
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| Everything I own (Bread, David Gates)
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| Love is my decision (Arthur´s theme) (Burt Bacharach)
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| My cherie amour (Stevie Wonder, Henry Cosby, Sylvia Moy)
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| Never There (Cake)
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| Ainda é cedo (Legião Urbana)
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| Frisson (Tunai)
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| Eu me vi tão só (Roberto Carlos, Mauro Motta, Eduardo Ribeiro)
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| Retrato em Branco e Preto (Tom Jobim, Chico Buarque)
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| We Said Goodbye (Dave Maclean)
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| More than words (Extreme)
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| Trocando em miúdos (Chico Buarque, Francis Hime)
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| No Rancho Fundo (Lamartine Babo, Ary Barroso)
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| Sailing (n´sync)
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| Rei das nações (Jorge Rehder)
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| Alvorada voraz (RPM)
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| Samba de verão (Marcos Valle, Paulo Cézar Valle, Paul Sonnenberg)
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| Ovelha Negra (Rita Lee)
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